SAÚDE TOTAL
CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA
DISTRAÇÃO DIGITAL
Sabe
quantas vezes verificamos nosso celular, em média, por dia? 221 vezes. Segundo
Hertz (2020), isso soma 3h15min de uso diário médio, quase 1200 horas por ano.
Olha que estes dados são de 2020. Certamente os números são bem maiores no
momento.
A
distração digital se tornou tão preocupante que em lugares como Sydney, Tel Aviv
e Seul, os urbanistas tomaram a seguinte medida: instalaram luzes de pare/siga nas
calçadas para que os pedestres possam perceber e ver se é seguro atravessar a
sua sem se desviarem os olhos da tela. Assustador, não é? E quer ver como tal
medida deu certo? Na Coreia do Sul, depois da instalação das luzes pare/siga,
as lesões de pedestres caíram 20% e as mortes, 40%. E o que tudo isso nos
sinaliza? Estamos mais preocupados em estar conectados, que ter atenção para
evitar um possível atropelamento.
A
grande questão é que o uso do smartphone não deve ser criticado, uma vez que
todos os meios de comunicação que revolucionaram determinadas épocas, tiveram
muitas críticas. O que não devemos é deixar de entender o papel que ele deve
ter em nossas atitudes diárias. Isso é tão real, que o uso indiscriminado do celular,
tem feito com que a cortesia e a civilidade sejam substituídas por um movimento
de solidão cada vez mais premente.
Em um
estudo recente, pesquisadores descobriram que desconhecidos sorriem menos uns para
os outros quando estão com seus celulares. Isso para não dizer de momentos
trágicos oriundos destas distrações que têm levado muitas pessoas para o
cemitério. Nos últimos anos, vários bebês morreram porque seus pais estavam
distraídos com o celular.
Em um
caso extremos, ocorrido no Texas, uma mãe alegou que havia deixado sua filha de
oito meses no banho “por apenas alguns minutos enquanto cuidava do outro filho”.
Quando a polícia analisou seu celular, descobriu que ela havia passado 18 minutos
no Facebook. Minutos que foram fatais
para seu bebê.
Esse é
um caso extremos, mas quantas vezes no dia a dia, testemunhamos de crianças
sendo negligenciadas, deixadas sozinhas, enquanto os pais estão distraídos com
o celular navegando nas redes sociais.
Será
isso justo? Que sigamos pensando...
Um
grande abraço para você!

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